quarta-feira, 9 de março de 2022

Maranhão, minha terra, minha eleição!

O ensaio de plagiarismo que dá o título  deste texto tem muito que ver com a história do Maranhão. O poeta-político, ex-Presidente da República, José Sarney, fez daquela mensagem-Maranhão, minha terra, minha paixão-,  nascida de uma de suas poesias, inspiradas na sua forma de ver e gostar do nosso estado, a marca da sua presença e atuação no cenário político maranhense e brasileiro. Ele sempre fez questão de pontuar essa simbologia por onde passa, inclusive, rendendo os louros de sua vitoriosa trajetória política ao Estado do Maranhão que, conforme afirma, tudo lhe deu na vida.

O Maranhão é seguramente um dos estados da federação que mais intensamente discute e vive a política no dia a dia, certamente que não é aquela política que todos gostariam de vivenciar a todos os dias: um espaço público de ofertas de discussão das melhores ideias com vistas a oportunizar às grandes maiorias populacionais o acesso ao serviço público de qualidade, o emprego, a renda, a moradia, a saúde, a educação, a segurança, o meio ambiente e a vida com sustentabilidade.

A política que se discute no estado, com mais fervor, é a que se volta para os movimentos do Poder. É aquela em que, primeiramente, se focaliza a superestrutura (?). A máquina estatal e seus arquétipos de agentes públicos, principalmente no executivo e legislativo. Dessa discussão e desse olhar políticos sempre resulta a atualização da engenharia de manutenção e [ou] renovação das estruturas de poder no estado, o que se concretiza por meio das eleições.

Ao fim de cada ciclo de governo no Maranhão, verificar-se o ambiente de grandes inquietações políticas, análises, escaramuças, articulações com vistas ao domínio do poderio político estatal, enfim, é também o momento de ver que a imagem do "governante honesto e irrepreensível" vai se transformar na aura funesta das condolências no velório dos inimigos, pois os amigos de antanho, agora estão pagando o coveiro para deixar a sepultura aberta vinte quatro horas, porque ali deverá ser o lugar do "traidor".

E quando tudo passar, e as coisas tomarem os rumos desejados, com as rédeas ajustadas àqueles que integram o novo establishment, o poeta será lembrado, também como político que o é, porque aqui é o Maranhão, minha terra, minha eleição!

* Petrônio Alves

Advogado e Jornalista

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